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16 de outubro de 2017

Crianças Pra Fora


Visitando (hoje) um país nórdico (Dinamarca) aprendi sobre um dos diferentes hábitos no se tratar crianças. 
Elas ficam muitas vezes pra fora dos ambientes adultos (literalmente!).
É assim: pais estão jantando dentro de um restaurante por uma ou duas horas (quando, aparentemente, deveriam estar em casa com os filhos) e (na rua) um carrinho com uma pequen(íssima) criança, aguardando tranquilamente o fim da noite (na maioria das vezes já dormindo). Sem que ninguém ache absurdo (a não ser a gente, que fica calado observando, pois estranhos aos costumes).
Imagino a mesma situação no Brasil. Conselho Tutelar! No mínimo! Manchetes nos jornais! Mas, principalmente, childless, em não mais que meia hora (dois minutos em algumas cidades). No resto do mundo a coisa choca, na verdade. 

Não se trata de frieza, como aprendi. Segundo o padrão mundial, nórdicos "estragam" seus filhos, com excesso de mimos e vontades. É apenas um costume. Sem dramas. Como as bicicletas competindo com os carros pelas ruas.

10 de outubro de 2017

O Chinês Barato da Nutrição


Sabemos que não estamos vivendo nos tempos áureos da economia (alguma vez estivemos?). Por isso é difícil exigirmos muito da qualidade do que quer que seja que estamos consumindo. 
Pais costumam saber que para a comida vale a mesma coisa. É como um celular com todas as funções do outro. Só que emperra. Só que é lento. Só que quebra. Só que a garantia é podre...
Na questão "carboidratos", pouca coisa tem sido tão negligenciada. 
Uma bela noz pode ter tanto carboidrato como um biscoito recheado, assim como um kiwi pode ter o mesmo valor calórico de um bolo pronto.
Mas um tem vitaminas de alta qualidade, o outro não. Um tem fibras solúveis, o outro não. Um tem digestão mais prolongada gerando mais saciedade, o outro não. Um tem lipídeos "do bem" associados, o outro os tem "do mal". Um constrói moléculas de altíssimo valor biológico, o outro o que faz é aumentar a necessidade de insulina para dar conta do índice glicêmico.
Resumindo: uns constroem organismos saudáveis. Outros promovem as doenças.

Muito complicado repassar essas noções para papais despreparados, apressados e aborrecidos e, principalmente, menos favorecidos economicamente. 

29 de setembro de 2017

Mando Eu?


Por telefone:
"Doutor, a febre da ... ainda não baixou!"
"Não? Está quanto?"
"37,3"
"Oras, então baixou!"
"Não, quis dizer que não está normal"
"E quanto é o normal?"
"Sei lá! Menos que 37!"
"E quanto estava antes?"
"39"
"Então baixou, só não baixou o tanto que você queria!"
"Sim!"
"Então, conforme-se. O organismo da ... provavelmente ainda precisa de alguma febre para combater o germe que está gerando essa febre"
"Não faço mais nada?"
"Faz. Senta e espera!"

(essa última resposta não foi dada por absoluta falta de falta de educação do médico, ela foi somente pensada)

26 de setembro de 2017

O Povo Alemão e o Morro do Alemão


O alemão é um povo irritantemente coerente.
Entende que mais do mais ou menos pode ser muito melhor que o novo.
Que se a saúde, a moradia, o emprego vão mal é talvez porque poderia estar ainda pior.
Não arrisca. Ou melhor, não arrisca mais. Talvez pela memória do que o risco pode significar.
Sabe que a sua parcela é mais importante que a do governante, na manutenção de um país que funciona.
E vota na Merkel em silêncio, para mais um mandato.
Enquanto isso, no país do Morro do Alemão, brigamos, enraivecidos com tudo e com todos.
Muito provavelmente continuaremos apostando, cada vez mais alto, como se o tombo não pudesse existir. Como se a mágica viesse ainda mais de cima. 
Nada de fazer aos poucos. Nada de seriedade, rigor comedido, de olhar pro lado para ver se conseguimos que todos subamos juntos. É sempre o meu primeiro, é o do favor político, antes que acabe (como se não estivesse quase tudo acabado).
Aprendemos muito nas últimas décadas. A não ficarmos calados, a nos indignar, a reclamar, a quebrar-quebrar. Tão pensando o que? Sabemos que quem não entra no jogo está cada vez mais fora dele pra sempre.
Então é assim. Que venham os debates. A pauleira. Os péssimos atores desse teatro barato. 
Já estamos acostumados a pagar muito caro o ingresso.

22 de setembro de 2017

Dois Em Um


É bunitinho (não bonitinho, bunitinho, mesmo!) essa mania que as mamães fazem hoje em dia com seus filhos:
"Doutor, nós menstruamos!" anuncia feliz a mãe da menina de 11 anos.
E aí sempre penso: "Ela, beleza! Mas você teve ela sem antes menstruar?"
Com tudo essa união de algumas mães com seus filhos:
"Nós ainda estamos fazendo xixi na cama!..." olhando torto pro companheiro de mijada noturna, que às vezes até ironiza: "Você também, mamãe?"
"Amanhã fazemos dois aninhos!"
"Estamos livres das vacinas agora!"
E assim por diante.

Não imagino que cause algum mal. Mas é mais uma tentativa de grudar o filho à pessoa da mãe, transformá-los em uma pessoa só. Caberá à vítima dar um basta definitivo em algum momento. Mesmo que seja na igreja, na hora do "Sim!".