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16 de fevereiro de 2018

Terapia do Nada


Também eu, preciso dizer em minha acusação, que já fui vítima do "exame diagnóstico terapêutico".
É aquela situação em que você está sentindo um(ns) sintoma(s) e, ao ser submetido à exame(s) - principalmente exame caro ou algo "trabalhoso" - subitamente... cura!
É o princípio das - hoje em dia menos em voga - "cirurgias espirituais", quando os cirurgiões (especialidade: espírita) chegavam a mostrar algo de sangue (geralmente animal), bisturis, pseudotumores retirados, e o paciente após a "cirurgia"... melhorava!
Todos somos pelo menos um pouco influenciáveis. E portanto sujeitos à cura pela auto-indução. Mas principalmente quando não temos nada de muito sério, é bom que se diga. 

13 de fevereiro de 2018

Momo


Antigamente, quando pensava em Carnaval, a primeira musiquinha que me vinha à mente era "O teu cabelo não nega a mulata...", não sei exatamente o porquê.
Hoje em dia não pode. Nem "cantar pra dentro" pode. Nem reproduzir aqui acho que pode (por isso peço sua compreensão com a menção histórica, sem nenhum preconceito).
Nada mais pode, sempre em nome do politicamente correto.
No Carnaval, então, não se pode mais:
Voltar sóbrio para casa, principalmente se for dirigindo.
Guardar a urina para depositar no vaso de casa.
Respeitar o sossego de quem aproveita a data apenas como descanso.
Ver televisão com algum tema não-carnavalesco.
Não ver entrevista com Preta (é o nome dela!) Gil ou Cláudia Leite ou Anitta (?).
Trabalhar.
Ver algum político trabalhando.
Ô data chatinha!

9 de fevereiro de 2018

"Baby High"


Com muito menos "ibope" do que outros chamados neurotransmissores (substâncias químicas que comunicam nossas células nervosas) como a dopamina, a serotonina ou a própria adrenalina, a anandamida é responsável por muito da sensação prazerosa que a química cerebral pode gerar.

Ela age nos chamados receptores canabinóides, os mesmos responsáveis pelo "relax" da maconha.
E o interessante é que existe um remedinho bem básico na área pediátrica (mas não somente nela) que age inibindo a recaptação da anandamida nas sinapses, a junção de duas células nervosas (de maneira muito parecida com a ação dos antidepressivos como a fluoxetina): é o paracetamol!
Pais de todo o mundo (?) instintivamente já há muito tempo aprenderam que, ao usar paracetamol para seus bebezinhos "nervosos", deixam eles tranquilinhos, tranquilinhos!... (claro que há grandes diferenças individuais nesses efeitos, como em qualquer medicação desse tipo!).
Mas...

É evidente que não é para usar!!

6 de fevereiro de 2018

Alma do Negócio


Sendo filho de médico, desde criança sempre convivi com revistas médicas, nas quais um monte de propaganda de remédios se incluíam. 
Mas nunca consegui "engolir" aqueles rostos de pacientes satisfeitos, com tal ou tal medicação.
Sempre achei que o rosto satisfeito devia ser o de quem passava longe dos remédios, na medida do possível.
E pensando hoje sobre isso, me dou conta de que muitas daquelas medicações de pacientes sorridentes e satisfeitos, ou não se usam mais ou, pior, acabaram condenadas como medicações "perigosas" ou ineficazes.

Claro, não há de se querer que uma indústria com tanto investimento não propague seus produtos. A questão é que quase a toda hora esse tipo de publicidade pisa na ética, "esquecendo" de efeitos colaterais, maquiando dados, convencendo pacientes ignorantes no assunto de que o que eles precisam é justamente daquilo.

2 de fevereiro de 2018

O Ser Saudável e o Parecer Saudável


Há muito tempo que se sabe que o "ser" saudável é um conceito que pode ser muito conflitante com o "parecer" saudável.
O grande exemplo atual é o que se busca como aparência saudável em academias. Há muita gente saudável nelas. E especialmente se comparados aos pobres "couch potatoes" (ainda que um ou outro malhador "se vá" inesperadamente antes da sua contraparte comilona e sedentária, mas não é, claro, a regra!).
Outro exemplo claríssimo (sem trocadilhos!) é o da turma que se expõe ao sol: muito saudáveis na aparência, mas até que ponto a bela cor proporcionada pelo sol pode compensar o envelhecimento celular (não é só a pele que envelhece no sol, ela é uma amostra de outras células do corpo), as alterações de código genético proporcionadas pela radiação, a hiperprodução de radicais livres?
Mesmo para os parâmetros menos visíveis aos nossos olhos, é muito difícil comparar quem está mais saudável. Até porque saúde é um conceito global. Você pode estar com todos os exames em dia, mas não muito longe de bater a cachuleta por motivos mentais, por exemplo.
O que quero dizer com isso?

Nada, acho. Apenas que talvez devamos nos resignar mais com o que temos, sem deixar de perseguir (relaxadamente) uma saúde melhor - ou menos "aparente".